O Que é Performance? - Por: John Whithmore

O Que é Performance?

Por: John Whithmore

Se a qualidade de uma performance ou aprender com a experiência é importante, então é um dever se nenhum dos dois for, então informe – se precisar.

“A execução das funções exigidas de uma pessoa” é como o meu dicionário define performance, mas isso soa como fazer performance no meu ponto de vista; não é o que eu chamo de Coaching para Performance.

 A verdadeira performance é ir alem do que é esperado; é estabelecer os mais altos padrões pessoais, padrões estes que excedam o que os outros exigem ou esperam. Isso é obviamente, a expressão do potencial de uma pessoa. Isso se aproxima da segunda acepção para performance existente em meu dicionário: “Um feito, uma proeza, uma exibição publica de habilidade”. É com esta intenção que oriento.

Por definição, a expressão completa do potencial de uma pessoa exige que ela assuma total responsabilidade ou domínio. Se isso não acontecer, não se trataria do próprio potencial da pessoa, seria em parte de outra. O coaching é, portanto, a ferramenta ou estilo de gerenciamento essencial para a otimização do potencial a da performance das pessoas. Ordenar, exigir, instituir, persuadir com ameaças, de modo evidente ou controvers, não pode produzir uma performance otimizada e sustentável, embora o trabalho possa ser feito.

 “Atuamos bem no piloto automático, com nossa atenção voltada para outro lugar, mas uma performance mais elevada exige atenção total e nenhuma distração.

A pergunta que um líder ou um gerente precisa fazer a ele mesmo é quão bem ele quer que o trabalho seja feito e qual é a performance que esta buscando. Ele por acaso sabe o que seria uma performance realmente boa? O coaching pode levar a sua performance para além das expectativas do coach/gerente e para além dos sonhos do realizador.

No esporte, onde o sucesso e o fracasso são tão claramente definidos, as regras são simples, o tempo hábil é curto e o desconforto físico ou mental é determinante, a automotivacao não é difícil de ser evocada. Os tablóides nos levariam a crer que fama e fortuna são o sonho de todo atleta profissional. Para alguns, talvez, mas a maioria busca objetivos mais tangíveis, como identidade auto-estima, excelência e experiência máxima; recompensas pessoais experienciadas apenas pelo receptor.

O sucesso nos negócios é menos glamoroso e chega mais lentamente por comparação. A qualidade de vida no local de trabalho, em razão das horas e dos anos gastos nesse lugar, assume uma importância muito maior. Poucos capitães de indústria alcançam qualquer grau de conhecimento público, e aqueles que conseguem, provavelmente são mais mal-afamados do que famosos. Por outro lado, os negócios oferecem inúmeras oportunidades, grandes ou pequenas, para a realização de objetivos que podem ser individualmente escolhidos para favorecer a crescimento pessoal otimizado. Infelizmente, poucas pessoas conseguem enxergar o seu local de trabalho como uma universidade para o auto-desenvolvimento ou as duas ou as suas tarefas como desafios. Portanto, não é nenhuma surpresa que falte aquela chama em sua performane.

A Johnsonville Susage.

Deixem-me contar a historia da johnsonville Sausage. Esse era o nome da empresa de fazer lingüiça de uma família em Wisconsin, que em 1980 estava sob a administração de Ralph Stayer. Ralph escreveu em texto sobre sua empresa na edição de novembro/dezembro de 1990 da Harvard Business Review intitulado Como aprendi a deixar meus funcionários liderarem – do qual irei fazer algumas citações.

Crescimento, vendas e lucros estavam indo bem para a Johnson-ville Sausage, tínhamos todos os indicadores de um negocio bem-sucedido, mas... O que me preocupava mais do que a concorrência, no desperdiçando dinheiro, tempo e material deliberadamente, as pessoas apenas não assumiam a responsabilidade pelo seu trabalho. Elas chegavam pela manha, faziam o que tinham que fazer e depois voltavam para casa.

A situação que Ralph descreve é bastante comum, mas ele obviamente reconheceu o papel vital da responsabilidade quando se trata de igualar performance e potencial. Por sua própria conta, Ralph então passou “do controle autoritário à abdicação autoritária”. Entregou a responsabilidade para sua equipe de gerenciamento e queria que eles adivinhassem o que ele queria. Isso não funcionou.

O inicio da década de 1980 me ensinou que eu não podia dar responsabilidade. As pessoas tinham de esperar e querer isso, e até exigir se fosse o caso... Para levar as pessoas a isso... Eu precisei aprender a ser um coach melhor.

Ele mudou a sua abordagem. Os fazedores de lingüiça, em vez do gerenciamento, passaram a fazer a degustação das lingüiças e assumiram o controle de qualidade e as melhorias do produto e do empacotamento . Logo depois surgiu a questão de colegas de trabalho com baixo rendimento:

Oferecendo-nos para ajudá-los a atingir os padrões de performance e a instruí-los para acabar com a má performance. Mas insistimos que já que eles eram os especialistas em produção e performance, cabia a eles lidar com a situação. Mordi a língua algumas vezes, mas eles assumiram a responsabilidade de lidar com os problemas de performance e chegaram até a demitir indivíduos que não atingiam os padrões de suas equipes.

Não muito tempo depois, a mão-de- obra de johnsonville era responsável pela grande maioria das funções. Termos como “funcionário” e “subordinado” foram descartados e deram lugar a “membros” da organização, e os gerentes eram conhecidos como “coordenadores” ou “coaches”. Essa mudança na linguagem deu o tom para uma organização renovada, na qual a promoção vinha da habilidade como coaching para performance.

Queria ver se eu fazia o que pregava. Desde o inicio fiz coisas simples para demonstrar a minha sinceridade. Fiz uma plaquinha para a minha mesa que dizia: A PERGUNTA É A RESPOSTA, e, quando as pessoas vinham ate a mim com perguntas, eu me perguntava se eram questões que deveriam responder. Invariavelmente não eram. Quase sempre as pessoas queriam que eu tomasse a decisão por elas. Em vez de dar respostas, eu virei a mesa e passei a fazer as perguntas, tentando fazer com que eles reempossassem os seus próprios problemas.

À medida que o tempo foi passando, os “membros” passaram a ter poder para tomar decisões e faziam isso muito bem. Até mesmo Ralph começou a se ver como um consultor em sua própria empresa.

Quando iniciei esse processo de mudança há dez anos, esperava ver o momento em que tudo estivesse acabado e eu pudesse retornar ao meu verdadeiro emprego. Mas aprendi que a mudança é o verdadeiro trabalho de todo líder de negócios efetivo, por que a mudança é o verdadeiro trabalho de todo líder de negócios efetivo, por que a mudança trata do presente e do futuro, e não do passado. Não há fim para mudança. Contudo, outra que aprendi é que causa da animação na Johnsolville Sausage não é própria mudança, mas sim o processo usado para produzir tal mudança. Aprendizado e responsabilidade são revigorantes e as ambições fazem nossos corações baterem.

Conseguir uma melhor performance de qualquer grupo ou individuo, incluindo você mesmo, significa ter uma mudança permanente no modo como você se coordena o seu negocio.  Uma mudança desse tipo não é apenas uma simples transação, mas uma jornada, e esta têm um ponto de partida especifico [REALIDADE] e um destino claro [OBJETIVO].

Portanto, para fazer as mudanças que levarão você a uma grande performance, recomendo que se concentre em seus objetivos, expectativas, contextos , ações e aprendizado.

Performance

Ralph claramente faz com o que ele prega. A mão-de-obra respondeu com uma performance excepcional  não há duvida de que aprendizado e prazer também estão em alta na Johnsonville Sausage. É necessário coragem para dar inicio a tais mudanças radicais em qualquer organização, porém qualquer líder de negocio que busca estar seguro com uma performance verdadeira ou talvez com sua sobrevivência no futuro, faz muito bem em levar em consideração grandes mudanças. Mas por onde você começa?

 Coaching para melhoria da performance própria, dos outros e na equipe é simples e direto, uma vez que seus princípios fundamentos são inteiramente abraçados, e a adoção de um estilo de gerenciamento coaching é onde a mudança se inicia. No entanto, até mesmo os gerentes que fazem uso do coaching de maneira ampla podem fracassar caso eles se concentrem exclusivamente na melhoria da performance.

Aprendizado

Muitos negócios estão começando a reconhecer que eles precisam se tornar organizações de aprendizado se quiserem estimular e motivar suas equipes e se estiverem dispostos a competir com a demanda de mudança quase contínua. Performance, aprendizado prazer estão inextricavelmente entrelaçados. Todos os três são realçados por altos níveis de consciência, um objetivo fundamental do coaching, mas é possível se concentrar primeiramente no desenvolvimento de um deles com muito sucesso, embora apenas por um tempo. Quando um dos três é negligenciado, mais cedo ou mais tarde os outros dois irão sofrer. Por exemplo, a performance não pode sustentada onde não há aprendizado ou onde não há prazer.

Prazer

Muitos atletas profissionais já vivenciaram períodos em que perderam o prazer pelo seu esporte. Da mesma forma, o prazer pelo seu esporte. Da mesma forma, o prazer de ficar na praia pode acabar após um dia ou três e começamos a buscar novos desafios para nossa performance com frescobol ou mergulhos.

Escolas de aprendizado que não oferecem os desafios das artes ou dos esportes e que fazem cara feia para o prazer não são capazes de manter os altos padrões de aprendizado que elas buscam de maneira tão urgente exclusiva. A própria definição de performance, para efeito de coaching, deveria incluir aprendizado e prazer também.

Extraído do livro: Coaching para Performance - Aprimorando Pessoas, Desempenhos, e Resultados.

“Editora:Qualitymark

Autor: John Whithmore

Sobre o autor do site vocevencedor.com.br:

Flávio Souza- Formador de Coaches da International Coaching Community – ICC e Lambent do Brasil - CEO da Você Vencedor Soluções Empresariais

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