PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA

O Buda de Ouro
      

 “Um pequeno templo budista de Bangkok chama-se o “Templo do Buda de Ouro”. Nele podemos nos espantar com a presença de um Buda de Ouro maciço de 3,5 metros de altura. Ele pesa mais de duas toneladas e meio, e está avaliado em aproximadamente cento e noventa e seis milhões de dólares. É uma visão extremamente impressionante. Em uma vitrine há um grande pedaço de barro com cerca de oito polegadas de espessura por doze polegadas de largura. Ao lado da vitrine há uma pagina datilografada descrevendo a história desta magnífica peça de arte. 

   Em meados de 1957, monges de um monastério iriam transferir um grandioso Buda de barro de seu templo para um outro, devido à construção de uma auto-estrada que atravessaria Bangkok. Quando o guindaste começou a erguer o ídolo gigantesco, seu peso era colossal e ele começou a rachar.

E, como se isso não bastasse, começou a chover. Preocupado com os danos que pudessem ocorrer ao Buda sagrado, resolveram devolver a estátua ao chão e cobri-la com um grande encerado de lona para protegê-la da chuva.
                Naquela noite, um dos monges foi verificar como estava o Buda. Aproximou sua lanterna sob o encerado para ver se o Buda continuava seco. Conforme a luz incidiu sobre a rachadura, o monge notou um pequeno brilho e achou estranho. Ao olhar mais de perto, o reflexo da luz, ficou intrigado. Foi buscar um cinzel e um martelo no monastério e começou a retirar o barro. À medida que retirava fragmentos de barro, o pequeno brilho se tornava maior e mais forte. Muitas horas de trabalho se passaram até que o monge se deparou com o extraordinário Buda de ouro maciço.
                Os historiadores acreditam que anos antes da descoberta do monge, o exército dos birmaneses estava prestes a invadir o Sião (hoje a Tailândia). Os monges siameses, percebendo que seu país seria logo atacado, cobriram seu precioso Buda de ouro com uma camada externa de barro, a fim de evitar que seu tesouro fosse roubado. Ao que tudo indica, os birmaneses massacraram todos os monges siameses, e o bem guardado segredo do Buda de Ouro permaneceu intacto até aquele dia em 1957.
                Somos todos como este Buda de barro, quando crianças adquirimos crenças limitadoras, assumimos uma máscara social para nos adaptarmos á sociedade, somos cobertos por uma camada de proteção criada pelos nossos medos como se fosse uma camada de barro espessa e dura. Esquecemos-nos que dentro de nós ainda existe um “Buda de Ouro” que são nossos dons naturais, nossos recursos interiores, nossa essência. Então, nos chega a PNL, como um monge com um martelo e um cinzel na mão, e nos permitimos redescobrir a nossa essência, potencializar nossos recursos interiores, usar sabiamente nossos dons naturais e brilharmos!
Adaptado livremente do livro: Canja de Galinha para a Alma :Jack Canfield & Mark Victor Hansen .


A busca incessante do autoconhecimento e da excelência nas relações humanas tem sido o foco de seres humanos em todo o planeta, em todas as religiões, culturas e classes sócias, uma necessidade inóspita de buscar respostas, de saber, de entender e compreender mais sobre nós mesmos. Muitos buscam em uma corrida desenfreada estas respostas fora de si mesmos, nas religiões ou explorações espaciais, caminhando em direção oposta aos seus anseios. Então, antes de tudo devemos saber que a maior parte das indagações que fazemos tem respostas em nós mesmos. Curiosamente quando paramos para olhar para dentro percebemos um universo ainda maior do que este mundão que está aí fora. Aí lhe pergunto, qual a última vez que parou para ver, ouvir e sentir o que se passa dentro de você?
Lembre-se tudo começa em nós ou por nós, isso mesmo, eu disse tudo que está ao alcance de nosso pensamento. Porque alguém acorda de manhã e não quer se levantar para trabalhar, enquanto outro ocupando a mesma função, na mesma empresa levanta-se disposto e feliz agradecendo a oportunidade de trabalho? Esta resposta está no mundo ou na forma em que cada um o vê, o percebe? E qual destes dois indivíduos será mais feliz? Qual terá mais chance de sucesso? E se você pudesse moldar um destes dois comportamentos, qual você escolheria? E se dissesse que você pode?
Esta é a idéia da modelagem: se alguém faz muito bem uma coisa, você pode usá-lo como modelo. A modelagem é um recurso interno inconsciente, a forma mais básica e natural de aprendizado do ser humano. Quando criança, aprendemos reproduzindo o comportamento dos nossos pais. Além, de eficiente neste contexto, é a forma mais rápida de aprender. Quando o ser humano vai crescendo e se tornando adulto, ele abandona esta forma de aprendizado e começa a construir sua personalidade e a rejeitar modelos, construindo a sua individualidade.  A PNL propõe resgatar esta forma de aprendizagem que a criança faz de forma inconsciente e aplicar esta modelagem de forma consciente, pois ela será utilizada de acordo com os seus próprios objetivos potencializando seus resultados na vida.
            Na idade adulta também fazemos o processo de modelagem. É comum, por exemplo, adultos procurarem copiar modelos de sucesso e excelência, por isso, o grande sucesso das biografias no mundo editorial de grandes nomes que alcançaram resultados excepcionais. A maioria das pessoas, mesmo sem perceber está convencida de que isto é possível, inclusive os profissionais que atuam em formação e educação de adultos. Muitas escolas utilizam os tais cases de sucesso como recursos didáticos, que nada mais são do que modelos bem-sucedidos. Surge aí um problema, é que não conseguimos reproduzir com eficiência estes modelos, os “traduzindo” para o consciente. E é aqui que a Programação Neurolingüística tem seu papel: na escolha do modelo adequado e na forma de "modelagem”. Ter um padrão de referência adequado é fundamental. É importante que você perceba que muitas vezes você acaba por modelar inconscientemente pessoas que você ama, mas que não são realmente excelentes naquilo que fazem, fazendo muitas vezes até modelagem de comportamentos ineficientes e indesejáveis.
A PNL não é uma invenção, é uma descoberta. As pessoas já sabem, mas não sabem que sabem. Não têm consciência de como funciona e como se conquista determinada habilidade. A Programação Neurolingüística é uma espécie de escola de relacionamento humano intra e interpessoal, que mostra como você pode alcançar suas emoções, sentimentos e pensamentos, principalmente, os que trazem melhoria de qualidade de vida e bons relacionamentos.
Partindo do princípio que comunicação é poder, a PNL é a linguagem da nossa era. Aqueles que dominam seu uso efetivo são os que conduzem os próprios destinos e os destinos das outras pessoas. A Programação Neurolinguística é tão poderosa que pode ser comparada a um automóvel que bem dirigido é um bem útil e fantástico e se mal utilizado pode ser uma arma. A PNL vai além das palavras. Na comunicação as palavras representam 7% da comunicação, o tom de voz representa 38% e a linguagem não verbal representa 55%, o que, não havendo congruência, a pessoa pode passar mensagens dúbias, como quando fala “sim” e balança a cabeça como “não”. Por isso nem sempre as pessoas compreendem o significado daquilo que estamos tentando comunicar.
Nós produzimos basicamente dois tipos de comunicação:
A comunicação interna (intrapessoal): que são as coisas que imaginamos, sentimos e dizemos dentro de nós mesmos. Quando falamos a nós mesmos, determinamos nosso sucesso em tudo aquilo que desejamos realizar. Infelizmente, é comum esta conversa interior constituir uma programação negativa que, pode nos impedir de alcançar nossos objetivos.
A comunicação externa (interpessoal): que são as nossas expressões verbais e não verbais no mundo exterior, na nossa relação com o mundo e com outras pessoas. Nossa maneira de estar e de ser no mundo que determina nossos resultados.
Assim como escreveu um poeta anônimo: “Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos; vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornará seu caráter; vigie seu caráter, porque ele se tornará seu destino”.
A PNL esquematiza como as pessoas criam seus modelos do mundo para si e reagem ao mundo exterior, buscando assim um  melhor relacionamento intra e extrapessoal. Por isso a  PNL melhora e amplia sua visão da realidade e desenvolve uma atitude mais consciente e plena perante a vida, afinal o cérebro é uma máquina de fazer comparações e o que faz diferença é o significado (mapa) que damos ao fato (território) em nossas vidas. Por isso, se parte da pressuposição que mapa (significado), não é território (fato). Usando uma metáfora: Um tamanduá bandeira pode despertar idéias completamente diferente conforme o observador: Se for um jacaré pode começar a salivar; se for uma formiga, pode tentar se esconder; se for um ecologista, pode querer protegê-lo; se for um caçador, pode querer matá-lo; se for uma criança, talvez se lembre de um bicho de pelúcia; mas ele ainda continua sendo um tamanduá bandeira.
O seu nível de domínio da comunicação no mundo exterior determinará seu nível de sucesso: pessoal, emocional, social e financeiro. O nível de sucesso que você experimenta internamente – felicidade, alegria, amor ou qualquer outra coisa que deseje, é o resultado direto de como você se comunica consigo mesmo (comunicação intrapessoal). Como você se sente não é o resultado do que está acontecendo na sua vida (fato/território) – é sua interpretação do que está acontecendo (significado/mapa). A vida de pessoas de sucesso tem nos mostrado que a qualidade de nossas vidas não é determinada pelo que nos está acontecendo, mas pelo que fazemos com o que acontece. Não há fatos dramáticos, o que existe são dramatização dos fatos.
A PNL é resumidamente: resultado, acuidade e flexibilidade. Para termos resultados satisfatórios precisamos saber o que queremos. Se não sabemos para onde estamos indo qualquer caminho serve e este caminho pode nos levar mais rápido aonde não queremos. A acuidade nos permite perceber no momento presente os resultados que estamos conseguindo. Com a PNL buscamos ampliar esta percepção interior e exterior, nos mantermos alertas e realinhamos rotas, o que requer flexibilidade. Em qualquer contexto a pessoa que tem mais opções e flexibilidade de comportamento, terá mais chance de controlar o sistema, fator preponderante de sucesso.
O que a PNL não é:
Charlatanismo, esoterismo, panacéia eram alguns dos nomes normalmente associados à PNL, esta desconfiança ocorreu porque, em muitos países, assim como no Brasil, teve uma estréia inadequada, pois foi trazida por pessoas sem o conhecimento profundo da mesma. Alguns profissionais que se encantaram com ela aproveitaram a facilidade de aplicação e os resultados imediatos e a divulgaram da pior forma possível: em espetáculos, com demonstrações, em palco, de curas em 10 minutos. Outra técnica que foi vitimada por esta situação, foi a hipnose, mas que já se recuperou e é cada vez mais utilizada. Na odontologia, por exemplo, é amplamente aceita como recurso para o combate à dor; na medicina, nos distúrbios do sono e de outras doenças, além de ser objeto de estudo acadêmico em todo o mundo.
Os cientistas da NASA a estão utilizando em seus treinamentos, consultorias internacionais também se renderam aos resultados da PNL e, inclusive, já é aceita como ciência do comportamento e da comunicação humana e é uma das disciplinas do curso de pós-graduação em Medicina Comportamental da Escola Paulista de Medicina. No Brasil, já há algumas teses de mestrado e doutorado em andamento sobre a PNL.
O que é PNL – Programação Neurolinguística
A PNL iniciou na década de 70, nos EUA, com o lingüista John Grinder e o matemático, psicólogo e Gestalt terapeuta Richard Bandler. Os dois se uniram para estudar a linguagem e o comportamento dos profissionais que eram excelentes naquilo que faziam, além do interesse por psicologia, tinham o objetivo de revelar a gramática do pensamento e da ação.
Os dois pesquisadores estudaram com outros especialistas, principalmente da área de hipnose, focando padrões de linguagem hipnótica usada por três grandes terapeutas: Fritz Perls, Virgínia Satir (terapeuta familiar), e o médico e hipnoterapeuta reconhecido mundialmente Dr. Milton Erickson. Pesquisaram também estudiosos da comunicação, como o antropólogo Gregory Bateson e o comportamento e o tipo de linguagem utilizada também por grandes esportistas e grandes empresários. A preocupação era: qual é a estratégia do êxito?
A idéia central era de que, assim como a linguagem tem a "organização" da sintaxe, o comportamento também tem uma ordem, uma estrutura e que, se alguns elementos forem alterados, acrescentados ou suprimidos, muda todo o significado. A dupla criou um sistema, um modelo para estudar o comportamento com o objetivo de aprendizado. E mais do que isto: um modelo para reproduzir este comportamento. Observando-se as pessoas de sucesso (como elas pensavam, falavam, gesticulavam e se comportavam), percebeu-se que elas tinham muitas atitudes e comportamentos semelhantes e concluíram que elas seguiam determinados padrões que levam a excelência.
Buscaram decodificar estas atuações bem-sucedidas e conseguir formatá-las para que estas atuações de sucesso fossem aprendidas e reproduzidas. Partiram do princípio de que todas as habilidades podem ser aprendidas.  Quando há uma habilidade, há uma estratégia para consegui-la. A pergunta era: como as pessoas bem-sucedidas conseguem estes resultados? O que elas pensam, como elas percebem o mundo? Em que elas acreditam? O que elas praticam para conseguir os resultados que conseguem?
A PNL é como funcionamos, é a forma (estrutura), difere-se da psicologia que estuda o conteúdo das experiências subjetivas. A PNL é a ciência do “como”? Como pensamos? Como interpretamos? Como armazenamos? Como acessamos recursos? Como vemos, ouvimos e sentimos o mundo? A PNL é o respeito pelo modelo de mundo da outra pessoa. A PNL é a ciência poderosa e recente que se olharmos bem de perto veremos que a muito seus princípios básicos são empregados naturalmente e de forma inconsciente, como o fez Martin Lutter King, Hitler, Gandhi, Madre Tereza de Calcutá, entre tantos outros na história da humanidade.
Tudo é estratégia. Existe uma estratégia para você se automotivar, para decidir, para pensar, para memorizar. A PNL estuda as melhores estratégias de comportamentos de excelência de pessoas de sucesso em suas áreas de atuação e ensina as pessoas. Sempre haverá resultado, que vai depender de cada um. Você poderá se igualar ao seu modelo ou ser melhor do que ele. Depende de você!
A PNL está sendo cada vez mais usada em terapia, na educação e formação profissional, proporcionando melhor desenvolvimento pessoal, eficiência na comunicação e rapidez na aprendizagem.
Por que se chama Programação Neurolinguística?
Programação:
maneira que organizamos nossas idéias e ações a fim de produzir resultados.
Neuro: fundamenta-se em que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da visão, audição, olfato, paladar, tato e sensação. As informações e aprendizagem, que recebemos do mundo têm como porta de entrada os cinco sentidos.
Lingüística: uso da linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e nos comunicarmos com os outros.
Trata-se de um conjunto de modelos, habilidades e técnicas eficazes que podem ser facilmente aprendidas e aplicadas, que nos permitem pensar e agir com mais eficácia no mundo. O objetivo da PNL é ser útil, oferecer mais opções de escolha e melhorar a qualidade de vida em todos os aspectos. Nela estão os estudos que envolvem a linguagem verbal e a não-verbal, várias técnicas da psicoterapia tradicional, como o psicodrama, a gestalt-terapia, a análise transacional e todos os conhecimentos modernos da neurociência e da hipnose. È importante esclarecer que a hipnose não é apenas o transe inconsciente de palco como apresentado em filmes ou no passado.  É natural do ser humano entrar em estado hipnótico todos os dias, acontece quando você dirige, quando você está pensando e deixa de ouvir as pessoas ao seu redor, em diversas situações. Trata-se de uma abordagem pragmática daquilo que funciona. Posso ter uma teoria maravilhosa, mas, se ela não funcionar, ou não for prática, não serve. A PNL está focada em mudanças e em resultados positivos e duradouros. É uma resposta para o ser humano lidar com os desafios da vida.  Aumenta cada vez mais nossas opções nos levando a compreender através da ação e da experiência e não apenas do pensamento e do nosso diálogo interno.
A PNL traz consigo um programa completo de autocontrole, com aplicações específicas desta revolucionária técnica em áreas como crescimento pessoal, relacionamento conjugal, saúde, forma física, sucesso financeiro, desenvolvimento profissional, aumento da criatividade e da memória e muitas outras. A PNL é uma ferramenta prática que cria os resultados que queremos obter. Nos ensina a entender e a modelar nossos sucessos para que possamos repeti-los. Trata-se de uma maneira de descobrir e revelar nossa genialidade, uma forma de darmos o melhor de nós e extrairmos o melhor dos outros.
Programação Neurolinguística na prática
Desde o momento em fomos gerados recebemos diversos estímulos, os quais vão sendo codificados e formam a nossa Representação Interna, o nosso Mapa. O que é um Mapa? O Mapa é o conjunto de memórias registradas em sua mente, as experiências, o aprendizado, as coisas que uma pessoa possa ter sentido, presenciado, assistido, lido, ouvido, percebido, em toda sua vida.
Geograficamente, o Mapa é a representação de um território e não o território em si. O Brasil, por exemplo, tem um território com 8.511.996 km2, dividida em 26 estados e um distrito federal. Durante a história teve alterações no Mapa do Brasil, há alguns anos o território brasileiro era subdividido em 23 estados, 3 territórios e um distrito federal. O Mapa mudou, o território continua o mesmo, também neste caso, então o “Mapa não é o Território”.
 Quando alguém está pensando sobre algo, é apenas uma forma (um mapa) de pensamento que está sendo utilizada, outra pessoa pode pensar sobre este mesmo algo de maneira diferente (outro mapa de um mesmo território), isso mostra que o “território” pode ser verificado de diversas formas, através de vários mapas. Conclui-se: “O Mapa não é o Território”.  Há uma diferença incontestável entre a realidade (objetiva) e a experiência de realidade (subjetiva). Cada um de nós cria uma representação do mundo em que vivemos (Mapa) e temos comportamentos mediante esse modelo. Não existem duas pessoas que criem a mesma representação das experiências. Portanto, não existem dois mapas iguais.
 Vamos fazer uma experiência prática sobre a diferença entre as realidades objetiva e subjetiva: use sua imaginação e veja um limão, olhe a sua cor, sinta sua textura... agora o coloque na mesa e pegue uma faca... corte o limão ao meio... sinta seu cheiro e esprema uma das metades do limão em sua boca... o que aconteceu? Você sentiu o gosto do limão em sua boca? Como?! Na realidade objetiva (território) você está lendo um artigo! Agora, na realidade subjetiva (mapa) você espremeu um limão em sua boca. O nosso cérebro não faz distinção entre o que é realidade e o que é fantasia..., pois para seu cérebro, quando você faz a representação de algo, ele traz toda a resposta neurofisiológica como se o que foi representado realmente estivesse acontecendo, para ele é realidade.
Os criadores da PNL, no início de suas investigações, mostraram que o ser humano não opera diretamente no mundo em que vive , mas cria modelos e "mapas do mundo" que são usados para guiar seus comportamentos. Um dos modos específicos pelo qual as experiências individuais são representadas corresponde aos sistemas lingüísticos.
Assim a Programação Neurolingüística trata fundamentalmente de estudar o tipo de linguagem empregada pela pessoa, suas distorções, deleções, generalizações, paradigmas, pressuposições e demais peculiaridades para conhecer melhor a estrutura interna do funcionamento do cérebro humano.

Os pesquisadores da P.N.L. observam que os seres humanos estão estruturados nos seguintes níveis neurológicos: ambiente, comportamento, capacidade, crenças e valores, identidade e espiritual. Assim utilizamos os comportamentos para atuar nos ambientes; para podermos ter comportamentos, precisamos nos sentir com capacidades, pois se achamos que não somos capazes, não conseguimos ter o comportamento; para termos capacidades precisamos acreditar e valorizar estas capacidades e, este sistema de crenças e valores forma e dá suporte à nossa identidade. Como disse Ford: “Se você acredita que pode ou acredita que não pode, você está certo”.  Acima e fora de nós existe o nível espiritual, que inclui todos os sistemas além da estrutura interna, começando pela família, a comunidade, o trabalho, etc., e chegando ao que cada um nominaliza de sua forma: Deus, Cosmos, Universo, Inteligência, Jeová, Cristo, etc. Poderíamos fazer um esquema conforme a figura 1.   
Caixa de texto: FIGURA 1  Fonte: PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA APLICADA   AO ENSINO E À APRENDIZAGEM - INAP      A P.N.L. nos apresenta técnicas que possibilitam uma transformação de limitações em qualquer um destes níveis e, quanto mais alinhados estes níveis estiverem, mais a pessoa se sente com  Tranqüilidade, Harmonia, Paz, Bem Estar, Confiança, Segurança, Bom Humor, Saúde, Prosperidade e, como conseqüência, aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, pois estando com estes estados internos, que são chamados estados de recursos interiores,  a pessoa consegue ficar mais consciente de cada momento presente de sua vida.
Os níveis neurológicos no esquema da figura 1 que estão acima determinam os níveis abaixo, isto é, os níveis acima controlam os níveis abaixo. Como exemplo: temos nossas crenças e valores que determinam nossas capacidades, que por sua vez, determinam nosso ambiente.
As razões (crenças e valores), pelas quais você se comporta de determinadas maneiras em várias situações, dão o suporte que permite ou impede as suas capacidades. As Crenças limitadoras são como vírus de pensamento, assim como no computador minam e sabotam o sistema. A pergunta é: o quanto de mentira existe nas verdades que você acredita? Vemos o mundo através de uma lente invisível através da qual podemos modificar nossa percepção da realidade. Nossa memória é um poderoso filtro que determina nossa representação subjetiva da experiência objetiva através de nossos paradigmas e pressuposições.
Temos mapas diferentes da realidade por causa de nossos filtros. Assim, quando vivemos uma experiência (mapa) representada na memória diferente da realidade (território), esta esteve sujeita a sofrer distorções, generalizações ou deleções.
Distorção: é a nosso percepção das coisas pela nossa outobiografia, pode ser uma informação adicional oferecida pela pessoa que recebe a comunicação. Isto é, suas próprias idéias e opiniões sobre o mundo.
Generalização: é um processo natural do aprendizado (associativo). Quando aprendemos algo, generalizamos: falar, andar, correr, abrir porta, dirigir carro ou generalizar nossas opiniões, como exemplo: “homens não prestam”, “mulher na direção é um perigo”. Mas também pode limitar sua experiência, gerar inflexibilidade porque o impede de olhar todas as possibilidades.
Deleção: o nosso cérebro para funcionar precisa focar sua atenção, é onde está nossa consciência num dado momento, deixando para fora uma quantidade enorme de informações. Enquanto estamos lendo este artigo, nosso cérebro sabe como estão nossos desejos mais profundos, músculos, respiração, circulação, digestão, etc. se estivéssemos atentos a tudo isso enlouqueceríamos. A deleção existe, para que elimine de nossa consciência momentânea, muitas informações inúteis ou desnecessárias ao momento. A PNL tem como tarefa também recuperar o material deletado para completar nosso mapa da realidade, trazernos mais próximos da realidade objetiva (território).
As lentes invisíveis  através das quais vemos, ouvimos e sentimos o mundo são nossos paradigmas e pressuposições:
Paradigmas: Paradigma é um conjunto de pressuposições que nos ajuda a interpretar o mundo. Ajuda-nos a predizer e compreender os acontecimentos. Os paradigmas permitem criar um conjunto de valores e de expectativas sobre o que provavelmente ocorrerá no mundo com base em nossos pressupostos. Quando estamos no meio de um paradigma, é difícil imaginar a existência de qualquer outro. O paradigma se torna a nossa verdade pessoal e cada um tem a sua.
Pressuposição: é um tipo de filtro que nós utilizamos na comunicação. Pressupor é querer achar que já sei o que o outro está querendo dizer com determinado comportamento. Costumamos colocá-lo como sendo nosso “achismo”: Eu acho que seu comportamento é para me... Eu acho que diante do acontecido você precisa... Eu acho que você está querendo me dizer... Tome cuidado com as pressuposições.
O mapa mental
O processo de comunicação começa com nossas percepções. Estas percepções são nosso ponto de contato com o mundo. Nossos olhos coletam imagens, nossos ouvidos captam sons, coletamos sensações tanto externas (tato, olfato, paladar) quanto internas (sensações e emoções).  (Veja a figura 2).

 

FIGURA 2
Fonte: PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA APLICADA

AO ENSINO E À APRENDIZAGEM - INAP

 

 


A partir dessas percepções, nossa mente monta um mapa baseado no qual pensamos e agimos. Este mapa é construído com elementos dos sistemas representacionais. O nosso mapa mental é, portanto, a representação interna que gera nossa realidade partindo de eventos externos. É o nosso modelo de mundo. Qual é o mapa mais verdadeiro, melhor e mais correto?
Usamos os três sistemas básicos o tempo inteiro, embora não estejamos conscientes deles. É certo que tendemos a favorecer um em detrimento dos outros, mas isso não exclui os outros. Portanto, não somos visuais, auditivos ou sinestésicos. Um equívoco comum quando se fala em PNL é mencionar que o ser humano é visual, auditivo ou sinestésico. Nós usamos os sistemas representacionais, nós não somos esses sistemas. Apenas preferimos usar um dos sistemas numa dada situação. Em outra situação, podemos perfeitamente dar preferência a outro sistema.
Modelo
É o que acontece depois que processamos estas informações, é o nosso comportamento que é gerado por nossos processos internos resultantes daquilo que vemos, sentimos e ouvimos.
Quando essas informações entram são processadas passando pelos vários níveis neurológicos no nosso cérebro que tem um funcionamento tão automático que a gente não percebe. Assim antes de chegarem à memória são transformadas por nosso mapa, onde estão minhas experiências anteriores, crenças, valores, filtros, representação interna, estado interno e mapa. A nossa memória prévia pode mudar o modo como percebemos a experiência atual. Esses níveis neurológicos formam nosso mapa de mundo, nosso modelo, a nossa percepção de mundo e da realidade.
Então fica-nos a pergunta: O que estamos fazendo dentro de nós para expressarmos no mundo exterior?
Isso é comunicação.
A comunicação é um circuito fechado, o que nós fazemos influencia o outro e a nós mesmos, e o que o outro faz nos influencia e a si próprio. Assim como disse Platão: “Tente mover o mundo – o primeiro passo é mover a si mesmo”.

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